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HISTÓRIAS TRANSFORMADORAS

Claudia Troncoso - Presidente na Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes - ABRE





ABRE Dar não é doar! Já pensou que aquilo que você não quer ou não usa mais pode não ser tão bem aproveitado por quem recebe? A ABRE acredita que a reciclagem não é o melhor e nem o único caminho para a sustentabilidade! Nossa proposta é encaminhar os materiais recebidos como doação para instituições que tenham realmente como reaproveitá-los, aumentando o tempo de uso de todos os materiais, e com isso, diminuindo o impacto causado pelo aumento do consumo e pela produção exagerada que vemos atualmente. Nessa linha, a ABRE se propõe não apenas ao encaminhamento de “doações”, mas defendendo o princípio do reaproveitamento de materiais que deixam de ser utilizados por uns, mas que ainda indicam uma possibilidade de utilização por outros. Como exemplo, podemos citar uma loja de lingerie que durante uns anos doava “saquinhos plásticos”, descartados no ponto de venda e foram aproveitados embalando itens de bazares, lanches e até mesmo utilizados na horta do Presídio Militar Romão Gomes, para “proteger mudas”. A redistribuição de excedentes teve inicio em 1992, com o encaminhamento de roupas, sapatos, utensílios domésticos e brinquedos de meus filhos. Em fevereiro, com a época de chuvas, fizemos entre amigos uma arrecadação de itens que pudessem ser encaminhados para os desabrigados, com todos os tipos de excedentes (desde materiais de construção até remédios). A partir dessa primeira campanha, percebemos a dificuldade de identificar necessidades reais de cada item encaminhado. Formada em Ciências Sociais, pela PUC – SP, já tinha experiência na área de pesquisas e em trabalhos na periferia da Grande São Paulo. Comecei então a visitar instituições, indicadas por amigos, para conhecer o trabalho e identificar as necessidades e assim evitar o encaminhamento de itens que fossem desperdiçados ou mal aproveitados. Em 1998, fui convidada pelos organizadores do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 para organizar e redistribuir excedentes do evento. Para essa redistribuição, houve um planejamento e uma estruturação do trabalho para permitir um compromisso da prestação de contas das instituições. A cada ano, atendemos um maior número de pessoas apenas com a disponibilidade de encaminhar materiais excedentes, e apenas com a redistribuição de excedentes no GP Brasil de F1, entre 1998 e 2014, foram atendidas 175.946 pessoas. Em 2003, com o aumento das doações e do número de instituições participantes, foi preciso regulamentar o Programa de Redistribuição de Excedentes, para podermos organizar um espaço e receber apoio financeiro para a manutenção do trabalho. Em março de 2004, regulamentamos a ABRE – Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes que possui atualmente 31 instituições, desde um Presídio Militar até um quilombo. Nosso objetivo é manter e aumentar esse número de instituições , o que está cada vez mais difícil , pois como tudo que cresce , o aumento no custo também cresce e muito pouco recebemos em apoio financeiro para o sustento da atividade ( despesas como aluguel , fretes , telefone e demais custos administrativos ) Sobre a ABRE Cada atendimento é avaliado individualmente com base nos dados da ficha cadastral, na proposta da instituição e nos dados levantados na visita à instituição. O atendimento atual atinge todas as regiões da cidade de São Paulo. Em nenhum momento a ABRE se propõe a redistribuir dinheiro em espécie ou manter campanhas arrecadatórias de quaisquer espécies. A ABRE existiu informalmente por 12 anos, como Programa de Redistribuição de Excedentes, e durante esse tempo inovou as condições de encaminhamento de doações, permitindo ao doador uma maior flexibilidade em doar materiais excedentes sem nenhum contato direto com as instituições. O doador doa quando quiser, na quantidade que tiver ou quiser doar, sem estabelecer vínculos ou compromisso com as instituições de nosso cadastro. A equipe da ABRE é pequena, contando apenas com uma funcionária e dois voluntários. A atualização de nosso cadastro, quando visitamos e atualizamos os dados de atendimento, é feita a cada dois anos e a última foi concluída no 1º semestre de 2014. por Claudia Troncoso

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