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Inovação Interior

Esgotados pelas afluências, sobras, excessos e obsolescências materiais promovidas pela inovação tecnológica, pelas imagens e sons ininterruptos e pela pressão do relógio, estamos sedentos de uma interioridade criativa, de um vazio que se instale em nosso cotidiano e que ressoe em nossas vidas em transição. Em tempos de crise, procuramos fontes de inspiração e buscamos nos reinventar: dessa vez,  de dentro para fora. Afinal, somos a única espécie viva com capacidade de vivenciar ao mesmo  tempo o mundo exterior  e o mundo interior.  Aqui um espaço para ideias e experiências de inovação interior. Desfrute e inspire-se. Boa viagem interior!


Inovação Interior | De onde surgem as ideias originais?

Era uma vez, há 50 anos, um artigo publicado por Isaac Asimov, escritor e bioquímico americano considerado um dos mestres da ficção científica. Um amigo seu, Arthur Obermayer, também cientista, havia convidado ele para participar de um grupo que discutia o processo criativo, mas Asimov desistiu e deixou apenas o artigo como colaboração. Só que o artigo foi esquecido por todo esse tempo até semana passada, quando Obermayer estava limpando seus arquivos. Apesar da “idade”, o artigo continua atual e com conselhos pertinentes sobre como ter ideias originais. Elencamos os highlights do texto (leia-o na íntegra em inglês aqui). por Gabriela Loureiro (Revista Galileu)

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Inovação Interior | A delicadeza dos dias

Brutalizados pelo mundo que criamos, somos reduzidos a consumidores de acontecimentos presos no pesadelo da repetição

“Mãe, sabia que, quando a gente cresce, pode voltar a brincar com os brinquedos de criança?”, anunciou minha afilhada Catarina, três anos e oito meses. E seguiu, em sua primeira declaração de Ano-Novo. “A gente precisa dos brinquedos pra ir na faculdade. Eu vou ser escrevista." Escrevista?, pontuou a mãe, interrogativa. "Escrevista, mãe. Aquela pessoa que escreve pra ler."

Catarina é assim. Cercada de princesas, porque ela também é uma princesista praticante, ela às vezes silencia os adultos ao redor, arrancando-nos da repetição neurótica dos dias. É visível que sente compaixão por nós, a ponto de, neste Natal, ter fingido acreditar no Papai Noel para não nos decepcionar. Fizemos coisas ridículas, na falta de chaminés o Papai Noel teria descido por uma janela pela qual não passaria um duende com anorexia, e ela deixou passar. Mas, juro, seus olhos eram tão céticos quanto os de Humphrey Bogart em Casablanca. por Eliane Brum (jornal El País)

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Inovação Interior | Trabalhe menos, viva mais

Milhões de americanos perderam o controle sobre o ritmo básico de suas vidas diárias. Eles trabalham muito, comem muito rapidamente, socializam muito pouco, dirigem no trânsito por muitas horas, não dormem o suficiente, e se sentem atormentados por  muito  tempo.  É um modo de vida que prejudica fontes básicas de riqueza e bem-estar -  tais como fortes laços familiares e comunitários, um profundo senso de significado, e saúde física.

Ganhar menos, gastar menos, emitir e degradar menos. Essa é a fórmula.

Imaginar um mundo em que os trabalhos ocupam muito menos do nosso tempo pode parecer utópico, especialmente agora, quando uma mentalidade de escassez domina a conversação econômica. As pessoas que estão empregadas, muitas vezes, têm dificuldade de voltar para trás. Despesas com cuidados médicos, educação e cuidado de crianças estão aumentando. Pode ser difícil encontrar novas fontes de renda quando as empresas norte-americanas estão  despedido pessoas em um ritmo acelerado. por Juliet Schor (Yes Magazine)

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Inovação Interior | Um olhar pode fazer toda a diferença

Ainda que a maioria de nós tenha aprendido a não conversar com desconhecidos, parece que cumprimentar pessoas que não conhecemos pode, na verdade, nos fazer mais felizes. Além disso, olhar os interlocutores nos olhos e conversar sem pressa pode fazer com que nos sintamos mais conectados aos demais.

Os costumes sociais que promovem o silêncio nos transportes públicos podem significar a perda de interações que tornam a vida mais agradável, reportou o “New York Times”, mencionando uma experiência que pedia a passageiros de trens que conversassem com desconhecidos.

“Os passageiros de trens de subúrbio que conversaram com desconhecidos reportaram ter passado por uma experiência mais positiva do que aqueles que ficaram sentados sozinhos”, escreveram Elizabeth Dunn e Michael Norton, professores e autores de “Dinheiro Feliz: a Arte de Gastar com Inteligência”, em artigo para o “New York Times”. por Tom Brady (Folha de S. Paulo)

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Inovação Interior | Quanto de barbárie existe ainda dentro de nós?

Perversidades sempre existiram na humanidade, mas hoje com a proliferação dos meios de comunicação, algumas ganham relevância e suscitam especial indignação. O caso mais clamoroso, nos inícios de maio de 2014, foi o linchamento da inocente Fabiane Maria de Jesus em Guarujá no litoral paulista. Confundida com uma sequestradora de crianças para efeito de magia negra, foi literalmente estraçalhada e linchada por uma turba de indignados.

Tal fato constitui um desafio para a compreensão, pois vivemos em sociedades ditas civilizadas e dentro delas ocorrem práticas que nos remetem aos tempos de barbárie, quando ainda não havia contrato social nem regras coletivas para garantir uma convivência minimamente humana.

Há uma tradição teórica que tentou dilucidar tal fato. Em 1895 Gustave Le Bon escreveu, quiçá por primeiro, um livro sobre a “Psicologia das massas”. Sua tese é que uma multidão, dominada pelo inconsciente, pode formar uma “alma coletiva” e passa a praticar atos perversos que, a “alma individual”, normalmente jamais praticaria. O norte-americano H. L. Melcken ainda em 1918 escreveu “A Turba” um estudo judicioso sobre o fato e mostra a identificação do grupo com um lider violento ou com uma ideologia de exclusão que ganha então um corpo própro e, sem controle, deixa irromper o bárbaro que que ainda se aninha no ser humano. por Leonardo Boff

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