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Macrotransicões

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Ecosfera | Brasil exporta cerca de 112 trilhões de litros de água doce por ano

Atuação no mercado de commodities coloca em pauta a exportação indireta de recursos hídricos

Contêineres saem diariamente de portos na costa brasileira abarrotados de carne bovina, soja, açúcar, café, entre outros produtos agrícolas exportados para o mundo. Mas dentro deles há um insumo invisível, cujo valor ultrapassa cálculos estritamente econômicos. Ao longo do ano, o Brasil envia ao Exterior cerca de 112 trilhões de litros de água doce, segundo dados da Unesco — o equivalente a quase 45 milhões de piscinas olímpicas ou mais de 17 mil lagoas do tamanho da Rodrigo de Freitas. Tantos litros são o total dos recursos hídricos necessários para produzir essas commodities. E colocam o país como o quarto maior exportador de “água virtual”, atrás apenas de Estados Unidos (314 trilhões litros/ano), China (143 trilhões litros/ano) e Índia (125 trilhões litros/ano). por Thais Lobo (portal O Globo)

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Economia em Mutação | A nova forma de resistir ao capital

Patrick Viveret, filósofo do pós-capitalismo, analisa as Zonas A Defender, em que ativistas enfrentam projetos devastadores promovendo ocupações e experimentando formas de convívio contra-hegemônicas

Um novo elemento passou a marcar, há meses, a paisagem política (e geográfica…) da França: as Zonas a Defender [Zones à Défendre, ZADs]. Não são uma novidade absoluta – mas uma reelaboração. Em diversas partes do país, eclodiram mobilizações contra grandes projetos ou obras, considerados devastadores ambiental ou socialmente. Mas há ao menos duas novidades, em relação a protestos semelhantes, presentes nas lutas sociais em todo o mundo há décadas.

As novas ações têm caráter territorial. Além de promover campanhas contra os projetos contestados, ocupa-se os locais em que está planejada sua construção, para impedi-la. Na região de Nantes, noroeste francês, centenas de pessoas vivem, há mais de dois anos, numa área de 1,6 mil hectares, onde está prevista a construção de um novo aeroporto internacional (Nantes já possui um e está a apenas duas horas e meia, por trem, de Paris). por Patrick Viveret (Outras Palavras)

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Entrevistas | As empresas deveriam contratar mais loucos - Nolan Bushnell

Para o criador do videogame Atari e um dos primeiros chefes do genial Steve Jobs, o funcionário com hábitos excêntricos pode ser uma fonte de ideias lucrativas

O americano Nolan Bushnell tem dois grandes feitos em sua carreira. O primeiro foi fundar e dirigir por mais de 20 anos a Atari, um colosso nos primórdios do mundo dos games. O outro foi ter contratado, em 1974, Steve Jobs, então um jovem de 19 anos. Jobs depois fundou a Apple e se tornou um gênio do design, dos negócios e do marketing. Bushnell orgulha-se da contratação como um “feito”, porque Jobs era conhecido, desde a juventude, por seus hábitos excêntricos – como não se preocupar em tomar banho. “Acho que 90% das empresas jamais contratariam um cara como ele”, diz Bushnell. Seu livro Encontre o próximo Steve Jobs foi lançado no Brasil neste mês. Ele é dividido em capítulos, que dão dicas de como encontrar e motivar funcionários com um perfil parecido com Jobs. É um guia voltado a chefes em geral – os experientes, os que começam a chefiar e os que esperam chefiar no futuro. Bushnell sugere que os gerentes de equipes revejam seus preconceitos sobre quem contratar e quem promover. Explica os benefícios em contratar o tipo que denomina “geniozinhos indomáveis”. por Bruno Ferrari (revista Época)

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Repolítica | Bens comuns: da privatização à democracia real

Estudo revela: multiplicam-se iniciativas que mobilizam inteligência social para gerir serviços públicos, livrando-os da burocracia estatista e dos riscos de mercantilização

O setor público, a máquina do Estado, com os seus ministérios, secretarias, divisões de poder, direito público administrativo e outras heranças institucionais estão sendo pressionados pela chamada modernidade. É significativo que quase todos os países disponham hoje de ministérios ou departamentos de reforma administrativa, pois com a expansão das políticas sociais, a urbanização generalizada e o poder das novas tecnologias de informação e comunicação, os pontos de referência estão se deslocando radicalmente. Sentimos os arranjos institucionais existentes como congelados no tempo.

Bastante mais precário ainda, no entanto, é o referencial jurídico e administrativo das organizações da sociedade civil, e de forma geral emerge como desafio a dimensão participativa das nossas democracias. Quando vemos manifestações como as de junho de 2013 no Brasil, mas também mobilizações semelhantes nos mais variados países, com milhões de pessoas saindo à rua para fazer política – centrada nos protestos contra os bancos privados e Wall Street ou contra os governos, reclamando regulação financeira ou saúde e mobilidade urbana, ou ainda democracia na gestão dos recursos em geral – aparece claramente a fragilidade das correias de transmissão, digamos assim, entre as necessidades e interesses das populações e os aparelhos administrativos estatais. por Ladislau Dowbor (Outras Palavras)

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Ecosfera | A agricultura integrada, uma forma de vencer a mudança climática

Sundarbans, Índia, 9/1/2015 – A propriedade de meio hectare que Sukomal Mandal tem na maior floresta de mangue do mundo é um oásis de prosperidade, apesar de o mar estar tragando lentamente a terra. Mandal, de 50 anos, e sua família vivem na localidade indiana de Biswanathpur, em Sundarbans, a floresta de mangue de dez mil quilômetros quadrados que Índia e Bangladesh compartilham no delta da baía de Bengala.

Neste ponto álgido de biodiversidade, declarado Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), não restam dúvidas sobre o impacto da elevação do nível do mar em razão do aquecimento global. Os estudos mostram que a região perdeu anualmente cerca de 5,5 quilômetros quadrados entre 2001 e 2009, em comparação com os quatro quilômetros quadrados perdidos por ano nas quatro décadas anteriores.

A população local, de aproximadamente quatro milhões de pessoas, sofre inúmeras crises, entre elas a falta de água potável, uma das necessidades mais urgentes das comunidades de subsistência que vivem e trabalham há gerações na rede de ilhas que compõem Sundarbans. por Manipadma Jena (IPS) 

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